
O cancro da mama é um dos cancros com maior incidência em Portugal. Anualmente surgem mais de 6000 novos casos e a incidência tem vindo a aumentar de ano para ano. Estima-se que cerca de 1600 mulheres morram por ano devido a esta doença. (Fundo IMM-laço)
No cancro da mama, a cirurgia é o tratamento mais comum. A extensão da mama operada e quantidade de gânglios linfáticos removidos dependem do estádio da doença e preferências pessoais da paciente. Isso irá determinar as complicações que poderão surgir após a cirurgia.
No que respeita à intervenção cirúrgica, a extensão da mama operada e quantidade de gânglios linfáticos removidos dependem do estádio da doença e preferências pessoais da paciente. Assim se determinará a necessidade e quantidade dos tratamentos coadjuvantes: radioterapia e quimioterapia.
A quimioterapia, para além das restantes estruturas do organismo, afeta bastante a cartilagem das articulações. E a radioterapia, por necrosar (matar) os tecidos circundantes ao tumor – músculos, tendões, fáscia, etc, promove danos.
Entre as complicações que poderão surgir após a cirurgia, um estudo efetuado por Batiston e Santiago, em 160 mulheres mastectomizadas destacou:
• Limitação dos movimentos do ombro (61.9%);
• Dor (32.5%);
• Linfedema (29.4%);
• Aderência cicatricial (3.1%);
• Alterações sensitivas (2.5%);
• Nenhuma complicação (19.4%);
Desta forma, é fundamental o tratamento de fisioterapia pós-mastectomia. Este tratamento tem como objetivos: a drenagem linfática do membro afetado, o aumento das amplitudes articulares do ombro e alongamento da musculatura afetada, libertação das aderências cicatriciais para aumento da mobilidade dos tecidos e, consequentemente, alívio da dor e sintomas associados ao linfedema.
O mesmo se aplica, nos casos em que a paciente deseja realizar a reconstrução mamária, preferencialmente antes e após a cirurgia de reconstrução, para obtenção de melhores resultados em termos estéticos e funcionais.
Batiston A & Santiago S.(2005). Physical therapy and physical-functional complications after breast cancer. Fisioterapia e Pesquisa,12(3).
Instituto de Medicina Molecular. Consultado em Setembro,2018 em: https://fundoimmlaco.pt/
Autora: Marina Sousa | Fisioterapeuta